Pinguim careca incentiva pais e crianças a aceitarem seus cabelos

As aventuras de Baldy, o Pinguim Careca estão disponíveis em animação no YouTube e em um gibi educativo e gratuito. Conheça a iniciativa que defende que todos os cabelos são mágicos (e o All Things Hair assina embaixo!)

No Instituto do Cabelo, onde Luciano Barsanti é diretor médico, houve um aumento significativo nos últimos cinco anos no número de atendimentos à crianças que tiveram seus cabelos danificados por alisamentos e tinturas. A surpresa foi descobrir que a maioria dessas crianças são submetidas a esses procedimentos químicos por escolha dos pais, que afirmam tomar essa atitude como uma forma de proteger seus filhos do bullying – algo que eles mesmos já sofreram ou ainda sofrem por conta de seus cabelos naturais, sejam eles cacheados ou crespos.

As observações no dia a dia da clínica, somadas às inúmeras matérias divulgadas na imprensa e aos trabalhos científicos sobre bullying publicados pela USP de Ribeirão Preto sensibilizaram Luciano. Foi assim que ele decidiu criar Baldy – um personagem para incentivar tanto crianças quanto adultos a aceitarem e amarem seus cabelos naturais.

Baldy é um pinguim que nasceu careca, sem penas e, na história criada para ele, é encontrado por três crianças de etnias diferentes. Fraco e triste, ele é levado ao Dr. Cabelo, que receita doses de amor e calor para o personagem. O trio segue o conselho do médico e decide raspar seus cabelos para criar uma capa mágica para aquecê-lo e protegê-lo.

Com esse novo acessório, Baldy adquire superpoderes e se torna feliz para ajudar outras pessoas que tenham problemas de autoaceitação com seu cabelo. “A mensagem que queremos passar é de que todos os cabelos são mágicos!”, conta o médico.

Três crianças seguram Baldy, o Pinguim Careca
Foto: Reprodução / YouTube – Canal Super Baldy Pinguim

As aventuras de Baldy, o Pinguim Careca podem ser vistas em uma animação no YouTube e lidas em um gibi, que várias escolas já imprimiram para distribuir para pais e alunos.

“Todos os direitos autorais são liberados gratuitamente para escolas, entidades, associações e grupos que queiram combater o bullying e promover a autoaceitação dos cabelos naturais”, enfatiza Luciano. Os interessados devem entrar em contato com Rachel Clark pelo e-mail rachel.clarks@gmail.com para receber todo o material gráfico da campanha – o custo da impressão é por conta das instituições solicitantes.

Para ampliar a conscientização da população, diversas personalidades do esporte, como os jogadores David Luiz e Bernard, e famosos como Amaury Jr., Sheila Mello e Carla Vilhena já aderiram à campanha  “Eu ❤️ Meu Cabelo”, também criada por Luciano e que terá Baldy como mascote. Em breve, ela estará nas redes sociais com dicas sobre a saúde dos cabelos.

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Os perigos de alisar o cabelo de crianças

A menina Izabella Fernandes, de 8 anos, comoveu o país no ano passado quando teve seu cabelo cortado e alisado à força pela namorada de seu pai. Depois do ocorrido noticiado amplamente, a mãe da criança desabafou que Izabella chegou a sofrer bullying na escola e estava com a autoestima tão baixa que mal conseguia dormir.

“As consequências dessas agressões químicas são devastadoras, tanto física quanto psicologicamente”, diz Luciano. Segundo o médico, crianças que passam por situações como essa tendem a ficarem deslocadas em seu ambiente por se sentirem diferentes. As sequelas traumáticas podem criar um ciclo vicioso da não aceitação de seus cabelos. Com isso, as chances de suas próximas gerações sofrerem o mesmo problema são maiores.

Além disso, Luciano alerta que crianças entre 3 e 10 anos de idade que são submetidas à procedimentos como alisamentos, tinturas e outros procedimentos químicos podem sofrer um corte químico no cabelo, tornando-o extremamente fraco e quebradiço. Também podem ocorrer reações alérgicas, queimaduras no couro cabeludo e calvície cosmética. Nenhum desses procedimentos, portanto, é recomendado para os pequenos.

A história de Izabella teve uma repercussão tão grande que, na época, diversos profissionais do país se ofereceram para tratar seus fios e devolver seus cachos com saúde. Ao G1, a mãe contou que “ela está outra criança, por dentro e por fora, outra autoestima. O sorriso dela, depois disso, já diz tudo”. Que essa afirmação concretize, de uma vez por todas, o direito de todas as crianças a se sentirem bem com suas raízes e sua identidade. Lembrem-se da história do pinguim careca: todos os cabelos são mágicos – e cada um deles fomenta e torna a nossa diversidade cultural ainda mais rica.

Recomendação All Things Hair

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