Luiza Junqueira: “Minha cor de cabelo preferida é sempre a que eu estou no momento”

Tamires Crispim | 21 julho 2017
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A  youtuber fala sobre autoestima e cabelos coloridos em uma entrevista exclusiva. Confira!

A youtuber Luiza Junqueira acabou encontrando na internet a ferramenta que precisava para espalhar autoestima e amor próprio por aí. Dona do canal Tá, querida, que conta com mais de 100 mil inscritos, é camaleoa quando o assunto é cabelo e já ostentou muitas cores diferentes nos fios. Em um bate-papo exclusivo com All Things Hair, ela falou sobre o processo de autoaceitação e sobre os cuidados que possui com os fios coloridos. Acompanhe!

ATH entrevista Luiza Junqueira

modelo de Luiza Junqueira
Foto: Reprodução/Instagram @luizajunquerida

All Things Hair: Você disse que começou seu canal do Youtube após passar por uma juventude de baixa autoestima. Como você superou o problema e aprendeu a se amar a ponto de transmitir isso para outras pessoas?

Luiza Junqueira: Foi um processo muito longo, não existe fórmula mágica. O primeiro passo foi decidir parar de fazer dietas e tentar começar a me aceitar. A partir daí foi e é um trabalho de desconstrução diária. Requer estudar as estruturas da sociedade e entender o porquê de toda essa pressão estética que sofremos.

ATH: Seu documentário “Gorda” apresenta histórias emocionantes de mulheres que sofreram preconceito pelo corpo. Como surgiu a ideia de criar o curta? Pretende criar mais conteúdo do tipo?

Luiza Junqueira: O GORDA foi minha tese de conclusão na faculdade. A ideia surgiu a partir de um curta-metragem que eu havia feito anteriormente, o “Espelho Torcido”, e que foi importantíssimo para eu começar a me aceitar. Queria proporcionar a mesma experiência para outras mulheres. A partir daí, percebi a falta de representatividade que as mulheres gordas tinham na mídia. E quando elas eram representadas, seguiam estereótipos debochados. Até então, não conhecia nenhum filme que mostrasse a realidade de uma mulher gorda sem ser pejorativo de alguma forma. Fiz esse filme justamente para dar esse espaço e protagonismo para nós. O processo de produção durou dois anos e me rendeu muita ansiedade e depressão, fiz tudo sozinha e foi extremamente estressante e pesado. Então, por enquanto não pretendo fazer mais documentários. Mas nunca se sabe…

modelo de Luiza Junqueira
Foto: Reprodução/Instagram @luizajunquerida

ATH: Para você, ainda falta representatividade da mulher gorda?

Luiza Junqueira: Sim, muito! Quantas mulheres gordas você viu apresentando jornais, protagonistas da novela, nos comerciais (sem ser aquela para cumprir cota)?

ATH: Como é tratar de assuntos como feminismo e gordofobia na internet? Você recebe muitas críticas? 

Luiza Junqueira: Sim! Todos os dias recebo muitos comentários de puro ódio. Nesse exato momento tenho um vídeo sendo atacado no Facebook. Milhares de pessoas me xingando. Mas eu entendo que isso faz parte da internet. Sempre soube que estaria sujeita a isso quando comecei. A melhor forma que eu encontrei para lidar foi ignorar. Por sorte, hoje em dia tenho uma autoestima bem consolidada e consigo passar por esses ataques numa boa. Sei que o problema não está em mim, mas nas pessoas que destilam ódio sem motivo em alguém que elas nem conhecem.

modelo de Luiza Junqueira
Foto: Reprodução/Instagram @luizajunquerida

ATH: Como você se sente sabendo que seu trabalho e conteúdo inspira tantas pessoas? Como é o retorno do público?

Luiza Junqueira: É maravilhoso. No momento, é o que me mantém fazendo o que eu faço. Pensar que eu estou dando o empurrãozinho inicial para várias pessoas começarem a se aceitar me motiva! Quem dera eu ter tido uma influência assim na minha adolescência, penso que talvez as coisas teriam sido mais fáceis.

ATH: Seus cabelos coloridos são um show à parte e você já ostentou várias cores incríveis. Como é sua rotina de cuidados para a manutenção da cor? Qual sua cor preferida?

Luiza Junqueira: O cabelo precisa estar bem descolorido para que eu possa tonalizar com as cores vibrantes. Por isso preciso tratar bem dele. Uso produtos liberados e sigo um cronograma capilar do meu jeitinho. Minha cor preferida é sempre a que eu estou no momento. Agora é laranja!

modelo de Luiza Junqueira
Foto: Reprodução/Instagram @luizajunquerida

ATH: Você sabe dizer quantas cores de cabelo diferentes já teve?

Luiza Junqueira: Tentei contar rapidamente, mas falhei.  Foram muitas! (risos)

ATH: Como foi para você estar na lista das 10 mulheres mais inspiradoras de 2016 da ONG Think Olga? Você imaginava conseguir algo do tipo quando começou com o canal?

Luiza Junqueira: Foi muito louco! Eu não imaginei conseguir nada quando comecei o canal. Comecei sem pretensões e fui ficando mais pretensiosa de acordo com o sucesso. Foi uma honra ter saído naquela lista e eu fiquei morta quando eu vi!

ATH: O que você diria para as leitoras que, por algum motivo de insegurança, não ousam mudar o visual da maneira que desejam?

Luiza Junqueira: Primeiramente elas precisam trabalhar essa insegurança. Mas uma boa forma de dar um up na autoconfiança é mudando e se reinventando, tem que se jogar!

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