Dia Internacional da Mulher: a importância da representatividade do cabelo crespo

Precisamos falar sobre isso!

No Dia Internacional da Mulher, nós do All Things Hair decidimos abordar um assunto que precisa ganhar destaque na sociedade atual: a importância da representatividade do cabelo crespo nessa data. Sabemos que cada vez mais as mulheres estão soltando o cabelo e assumindo a textura natural dele. Ufa! Afinal, foram anos seguindo a ditadura do cabelo liso.

Representatividade do cabelo crespo

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, conversamos com mulheres de cabelo crespo que estão na luta pela valorização da textura natural, e querem incentivar mais pessoas a fazerem o mesmo.

Nada melhor do que aproveitar essa data criada no século 19, que reivindicava direitos iguais às mulheres, para pedir mais representatividade do cabelo crespo e a valorização da beleza negra em todos as esferas da sociedade.

Tasha e Tracie Okereke

mulheres ilustrando a matéria sobre a representatividade do cabelo crespo

Conversamos com as gêmeas Tasha e Tracie Okereke, de 21 anos, referências para as meninas da comunidade onde vivem. Elas são popularmente conhecidas como “it-favela”, referência ao “it-girl” — termo usado para as mulheres que criam tendências.

E elas fazem exatamente isso! Estão sempre com roupas estilosas e exibem um cabelo crespo de dar inveja. De Jardim Peri, Zona Norte de São Paulo, as gêmeas protagonizaram uma série britânica, que desvendou a beleza natural no nosso país. No documentário, elas revelaram o preconceito que sofreram em relação ao cabelo crespo.

Para nós de ATH, Tasha contou que busca referências dos seus antepassados: “O cabelo crespo representa a autoestima retomada e o nosso resgate a diáspora africana, o que nos leva a ter orgulho. O nosso crespo simboliza a nossa resistência como mulheres negras”, diz.

Tracie lembra que o cabelo crespo é uma das texturas mais comuns no Brasil, mas que ainda recebe olhares como se fosse uma novidade: “Nos convenceram por um bom tempo que o nosso cabelo não era bom, a ponto de criarem gerações que nem sabem como é seu cabelo natural. Agora, as mulheres estão descobrindo a beleza do cabelo crespo, e mesmo percebendo olhares de incomodo, nós resistimos”, finaliza.

Nanda Cury

mulher ilustrando a matéria sobre a representatividade do cabelo crespo

Nanda é dona do Blog das Cabeludas e uma das organizadoras da Marcha do Orgulho Crespo em São Paulo. Ela acredita que a aceitação do cabelo pode interferir na própria confiança: “Quando uma mulher passa a amar seu cabelo crespo ou cacheado, ela é capaz de recuperar a sua autoestima, além de se tornar uma referência para outras mulheres a sua volta, que ainda alisam o cabelo, vejam que é possível usar o cabelo natural e resistir à pressão para alisar”, conta.

A blogueira reforça a importância do dia 8 de março para as mulheres com cabelo crespo: “Fortalecer o orgulho crespo, especialmente no contexto brasileiro, que tem maioria da população negra, está diretamente relacionado ao fortalecimento da maioria das mulheres deste país. Portanto, existe uma forte relação com o Dia internacional da mulher”, termina.

Jaciana Melquiades

mulher ilustrando a matéria sobre a representatividade do cabelo crespo

Conversamos também com Jaciana Melquiades, integrante do Coletivo Meninas Black Power, para comentar sobre a transcendência da questão estética: “Dizemos que o cabelo crespo é só o fio condutor de transformações mais profundas que acontecem com as mulheres que fazem a escolha pelo crespo. A mudança começa pela estética e segue até nossa visão de mundo. Pensando na diferença entre as mulheres e suas particularidades, o crespo pode ser visto como a representação de um grupo que vem lutando por respeito à sua identidade” acredita.

A militante reforça que o cabelo crespo pode ganhar destaque no dia da mulher: “O crespo pode ganhar representatividade quando o olhar em nossa direção passa a sofrer mudanças, quando deixarmos de ser vistas como diferentes por usarmos o cabelo que naturalmente nos compõe ” finaliza.

Yasmin Monteiro

mulher ilustrando a matéria sobre a representatividade do cabelo crespo

Estudante de moda e militante pela valorização do cabelo crespo, Yasmin Monteiro acredita que essa textura capilar pode ganhar representatividade no Dia internacional da mulher. “Nesse dia temos que aproveitar a internet para empoderar as mulheres com cabelo crespo. Afinal, estamos sempre conectadas, e assim, acabamos influenciando as mulher nas redes sociais. Então, porque não aproveitar e escrever: “Estou aqui e passei (ou estou passando) a mesma coisa”, “Sei como você se sente!” e “Você é linda!”, pede Yasmin.

A estudante lembra que essa data tão importante não deve existir apenas para as mulheres receberem flores: “Temos que aproveitar essa data para relembrar a todos que queremos igualdade de direitos e quebra de padrões. Vamos dizer que existimos e que não vamos ceder aos padrões”, finaliza.

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