Tradição e liberdade: ensaio celebra história dos penteados nigerianos

Penteados ancestrais que carregam histórias de orgulho e liberdade.

É impossível não pensar em arte ao perceber a beleza e complexidade dos penteados nigerianos. Tanto é verdade que, ao longo de três décadas, o fotógrafo nigeriano J. D. ’Okhai Ojeikere se empenhou em retratar mais de 1,000 cabelos e penteados de diferentes mulheres na Nigéria, que simbolizavam algo muito além da vaidade feminina. Em 2017, a fotógrafa Medina Dugger resolveu homenagear o mestre e sua obra, com uma série coloridíssima que também celebra os penteados nigerianos.

Medina queria mostrar que, em um mundo tão conectado e globalizado como o nosso, certas tradições e culturas tendem a se perder no oceano de algoritmos, dados e informações. É algo que toca o tema polêmico da apropriação cultural, quando aproveitamos um estilo ou mesmo um penteado sem levar em conta toda a história que ele carrega, principalmente os de origem africana.

Penteados nigerianos: símbolo de liberdade

penteados nigerianos
Foto: Medina Dugger

Os penteados nigerianos, por exemplo, eram tão complexos que lembravam verdadeiras esculturas, com tranças sintéticas, embutidas, bantu knots e outras estilizações, variando de acordo com tribos e regiões específicas da Nigéria. Mas os cabelos altíssimos não eram apenas uma questão de moda e estilo. Em 1960, quando o país se tornou independente, algumas mulheres se arriscavam a “construir” penteados de até 10 centímetros de altura, apontando para os céus. Eram coroas que simbolizavam a tão desejada liberdade, conquistada após a independência.

Além disso, famílias da elite nigeriana tinham direitos sobre determinados penteados, passando-os aos filhos, netos, bisnetos e por aí vai, como uma forma de manter a tradição viva. Em alguns feriados escolares, as crianças também apareciam com os cabelos estilizados para representar a história das famílias. Além de liberdade, os cabelos de crianças, mulheres e homens nigerianos inspiravam – e continuam inspirando – orgulho.

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Foto: Medina Dugger

Para preservar a história e cultura de cada cabelo retratado na série, Medina contou com a ajuda da hairstylist nigeriana Ijeoma Christopher, que explicou o nome de cada um dos penteados nigerianos e as diferentes histórias e motivações por trás deles, de tranças a dreads coloridos.

As modelos do ensaio também foram consultadas na hora da escolha das cores das imagens, levando em conta sentimentos e emoções que elas gostariam de trazer à tona. No fim das contas, são fotos que combinam celebração e educação, já que o cabelo é um símbolo político importantíssimo para mulheres negras, merecedor de respeito, educação e muita admiração.

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Foto: Medina Dugger

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