Shampoo anticaspa para lavar o rosto? A gente conta tudo dessa trend do TikTok!

Prática viralizou na rede social vizinha como alternativa para limpeza da pele oleosa e acneica, mas a gente chamou uma especialista para contar se funciona ou não.

Praticamente toda semana aparece alguma trend no TikTok que logo viraliza como possível solução de todos os seus problemas. Spoiler: quase nunca é. Uma das mais recentes é a de que usar shampoo anticaspa no rosto seria ótimo para quem sofre com pele excessivamente oleosa e com acne. Será?

Para esclarecer tudo sobre o assunto, consultamos a Dra Joana D’arc Diniz, dermatologista, que vai explicar se pode – ou não – usar shampoo anticaspa no rosto e contar quais podem ser as consequências disso.

NÃO! A dermatologista é categórica na resposta. “Apesar de supostamente até ‘controlar’ a oleosidade da pele, os elementos e princípios ativos presentes em produtos para cabelo, como o shampoo anticaspa, podem agredir e irritar bastante a cútis”, explica.

Portanto, em um primeiro momento pode até parecer que o produto está fazendo efeito, mas com o tempo sua pele pode até ficar pior do que já estava.

O que pode acontecer com a pele quando usamos o shampoo anticaspa nela?

Já ouviu falar do efeito rebote? Pois ele pode ser uma das consequências em se usar o shampoo anticaspa na hora de lavar o rosto. A pele da região pode ficar ressecada e desidratada, fazendo com que o organismo entenda que é necessário aumentar a produção de sebo, o que vai deixar a área ainda mais oleosa do que já é.

Além disso, de acordo com a especialista, o uso do produto ainda pode causar alergias, ressecamento em excesso, desidratação e descamação.

E qual a diferença entre um produto para limpar a pele e o shampoo anticaspa?

Basicamente, Dra Joana D’arc explica que apesar de o couro cabeludo e o rosto serem pele, a estrutura do tecido cutâneo é diferente. “Embora os princípios ativos aplicados possam ter similaridade nos produtos destinados para cabelos e pele que, em geral, têm em comum o ácido salicílico, o selênio, zinco entre outros, a concentração é distinta”, esclarece.

Segundo a profissional, “as dosagens e fórmulas dos elementos dos produtos capilares são bem mais elevadas do que os elaborados para o rosto e o shampoo leva um pH (grau de acidez) que não é adequado a pele. E ainda o veículo administrado nestes componentes também é diferente”, conta.

O que se deve buscar para a pele oleosa e acneica, então?

Assim como o indicado é procurar shampoo e condicionador que sejam adequados para as necessidades do seu cabelo, a mesma regra deve ser seguida para a pele.

“Use sabonete facial para pele com acne e faça corretamente o skincare diário, pois essa pele também precisa de hidratação e proteção com produtos que tenham veículos adequados para peles oleosas”, indica a dermatologista.

Mas, a gente indica que antes de começar a usar qualquer produto na sua rotina de cuidados com a pele, consulte um dermatologista. O profissional vai fazer uma avaliação e indicar os tratamentos adequados para as suas necessidades.

“A pele acneica pode ser causada por diversos fatores (hormonal, medicamentosa, excesso de sol, ovários policísticos etc) e é preciso, portanto, investigar e tratar a origem dela. Além de que também existem vários graus de acne e, em alguns casos, é necessário a prescrição de medicamentos orais e procedimentos mais especializados e complexos.

Sugestão de produtos para o cabelo

Se você tem cabelos oleosos, a ideia é procurar produtos que limpem a raiz e o couro cabeludo de forma eficaz, mas que mantenham o comprimento e pontas hidratados. A gente tem algumas sugestões para você.

O Shampoo Love Beauty and Planet Energizing Detox e o Condicionador Love Beauty and Planet Energizing Detox têm fórmula vegana e ajudam a manter os fios limpos, hidratados e com volume natural.

Outra indicação é o Shampoo Dove Poder das Plantas Purificação e Gengibre e o Condicionador Dove Poder das Plantas Purificação e Gengibre, que tem a combinação de gengibre e óleo de coco na fórmula, purificando a raiz do cabelo, mas sem ressecar as pontas.

Fonte consultada:

  • Dra Joana D’arc Diniz, médica dermatologista e tricologista, diretora científica da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e diretora da Sociedade Brasileira do Cabelo – RJ
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