Conheça 3 projetos de beleza LGBT que dão suporte à comunidade

Espaços buscam acolher e dar capacitação profissional principalmente a mulheres transsexuais e travestis.

Fortalecer a autoestima, criar caminhos para que cada pessoa encontre sua própria beleza e oferecer ferramentas para expressar sua identidade são algumas das coisas que unem projetos de beleza voltados para a comunidade LGBT. Mas muitas vezes as iniciativas vão além do autocuidado. Selecionamos três nomes que trabalham com foco em trazer a discussão e as pessoas para dentro da sociedade.

A Casa 1 e a Casa Florescer, mais do que um ambiente de acolhimento, dão a oportunidade de muitas pessoas que são acolhidas em seus espaços conhecerem uma nova profissão. É o caso também do projeto Beleza no Cárcere, que dá oportunidade para pessoas LGBT se profissionalizarem por meio de cursos gratuitos como forma de serem inseridas no mercado de trabalho – que a gente sabe não ser muito acolhedor.

Casa Florescer

A Casa Florescer existe desde 2016 para acolher mulheres trans e travestis que se encontravam em situação de vulnerabilidade, segundo Alberto Silva, gerente do projeto.

Casa Florescer em são paulo
Foto: Heloisa Ballarini | SECOM

Lá, além de um lugar para morar, essas pessoas também têm acesso a saúde e a capacitação profissional, com oficinas socioeducativas que misturam cultura, lazer, esportes e educação. “É o trabalho de encontro com você mesma”, explica Alberto.

Entre essas oficinas, estão as de beleza, como maquiagem e cabelo. “Essas oficinas tiveram uma participação bem ativa das meninas porque é algo que mexe muito com a questão da autoestima, que é muito representativa para as mulheres trans, que vieram de todas as questões de violência. Isso tem um outro significado para essas mulheres, não só de capacitação para uma possível colocação no mercado de trabalho, mas esse autocuidado”, conta.

Nesses mais de 4 anos da Casa Florescer, já passaram por lá 327 mulheres. “Desse grupo, 30% conseguiu autonomia. Isso é super representativo”, finaliza.

Casa 1

Localizada na região central da cidade de São Paulo, a Casa 1, idealizada por Iran Giusti, funciona como uma república, acolhendo pessoas LGBT que não têm onde morar por conta de orientações afetivas ou identidade de gênero. Também funciona como um centro de atividades educativas e culturais, promovendo cursos, oficinas, debates, exibições e outras atividades, tudo gratuito, que possam promover um espaço seguro e de diálogo para que todos possam se expressar como se sentirem à vontade. Há também a preocupação com a saúde, por isso, a Casa 1 também conta com atendimentos médicos, principalmente psicoterápicos, atendendo principalmente a comunidade LGBT.

Casa 1 em são paulo
Foto: reprodução | Instagram @casa1

O curso de maquiagem, especificamente, conta com um time de professores voluntários que dão um curso profissionalizando voltado, principalmente, para pessoas trans. Todo o material necessário para as aulas e para o trabalho depois é cedido pela Casa 1, assim como alimentação, e transporte, se for preciso.

Beleza no Cárcere

Idealizado pela jornalista e maquiadora Juliana Zaroni, o Projeto Beleza no Cárcere nasceu em 2019, para profissionalizar transexuais e travestis encarceradas. Uma equipe com maquiadores voluntários dá aulas para profissionalizar essas pessoas, tudo com doação de materiais. Assim, elas saem do sistema carcerário com um ofício, o que vai ajudar a reinseri-las na sociedade e no mercado de trabalho.

projeto beleza no cárcere
Produtos doados para que as aulas possam ser ministradas no presídio | Foto: reprodução | Instagram @beleza_no_carcere

A ideia é que o projeto saia das prisões e também atenda a mulheres trans e travestis que acabaram de sair de ficar livres. Hoje o projeto é itinerante e o contato pode ser feito por meio do perfil no Instagram.

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