“Aprendi que a gente precisa dar mais valor à vida”, diz biomédica da linha de frente do combate ao coronavírus

Sem tempo de parar e cuidar de si mesma, Carla de Souza teve um dia só para ela no salão do embaixador de TRESemmé, Eron Araújo. Foi nossa forma de homenagear esses trabalhadores e dizer nosso “muito obrigado”
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“Eu aprendi que a gente precisa dar mais valor na vida”. A frase é da biomédica Carla Martins de Souza, de 47 anos, que trabalha na linha de frente de combate ao novo coronavírus. Assim como o resto do mundo, a profissional tinha planos pessoais e profissionais que tiveram que ser adiados e viu seu mundo virar de cabeça para baixo com a chegada da pandemia: da mudança radical na rotina do trabalho e de casa, passando por lidar com pacientes infectados diariamente, a acabar ela mesma contaminada pela covid-19.

Para homenagear todos os profissionais das mais diferentes áreas que tiveram que deixar a sua vida um pouco de lado para se dedicar à vida de outras pessoas, convidamos Carla para contar a sua história e ter um momento que se tornou bem raro nesse ano: o de cuidar de si mesma. Com a ajuda do hairstylist Eron Araújo, transformamos o visual da profissional em um dedicado só para ela. O resultado você vê aqui.

“O que eu esperava de 2020 era um ano melhor do que 2019, porque aquele já foi um ano muito difícil. Eu queria voltar a estudar, queria fazer um curso de pós-graduação. A programação era fazer uma viagem de navio com a minha mãe e a minha filha também, mas com a pandemia nada foi possível. A viagem não foi possível, o ano melhor não foi possível, nem o curso foi possível. Quem sabe 2021, né?

Foi um ano bem difícil e para a gente se adaptar no hospital foi bem complicado. Não tínhamos o hábito de andar de máscara, paramentado, como a gente anda hoje. A gente andava de jaleco. Máscara só quando o paciente era suspeito de tuberculose ou alguma outra doença respiratória, caso contrário a gente não usava a máscara N95. Hoje a gente usa 24h no hospital. Com a pandemia a gente teve que aprender a usar mais jaleco, avental descartável, impermeável, óculos de proteção, máscara e luvas o tempo todo.

Quando eu termino minha rotina de trabalho, geralmente tomo banho antes de ir pra casa. Prefiro trocar de roupa no hospital. Então tomo banho e já vou pro estacionamento, para não levar nada pra casa.

A contaminação pelo vírus

Eu não fiquei assustada com o vírus porque eu já sabia o que estava acontecendo no mundo e que isso ia chegar. Meu maior receio era a minha mãe, pela idade dela, e a minha filha. Eu sabia que um dia eu ia pegar. Não tem como você estar na linha de frente dentro de um hospital trabalhando, mexendo com o paciente doente ou suspeito e não pegar. Acho que vejo tanta coisa ruim dentro de um hospital, coisas que acontecem todos os dias, que não me assustei.

No dia que eu não me senti bem, que eu senti muita dor no corpo e muita dor de cabeça comecei a usar a máscara N95 em casa. Colhi o exame, demorou 24h para sair o resultado porque eles priorizam quem trabalha na área da saúde. Minha chefe me ligou de noite e falou que deu positivo. Aí dói, foi a hora que me machucou mais. Eu até chorei porque eu não queria ser mais uma e não queria contaminar quem está perto de mim. É aí que o emocional vem. Você fala: e agora? Eu vou contaminar as pessoas que eu mais amo? Então a preocupação e o medo maior não era por mim, era por elas. Permaneci isolada dentro de um quarto 14 dias.

Fiquei doente em agosto, nós já estamos em dezembro e meu paladar e olfato não são os mesmos, eu ainda me canso muito fácil, não tenho a mesma resistência. Não sei quanto tempo isso vai demorar porque cada organismo é diferente. Tem pessoas que voltam mais rápido, mas o meu ainda está demorando bastante.

Quando o autocuidado precisa ficar de lado

Acabamos deixando a gente um pouco de lado mesmo. A única coisa que eu cuido é da minha saúde. Cortei os fios há uns quatro anos bem curto, não saiu do jeito que eu queria e depois disso parei de cortar o cabelo. Foi crescendo e ficou nisso que está hoje.

Gostava de usar a unha comprida com esmalte vermelho, mas fui largando mão. Agora eu trabalho todo santo dia de branco, não pode mais usar esmalte escuro, então não tenho rotina de beleza. O máximo que eu faço é lavar o rosto todo dia com sabonete neutro e passo um creme com fator solar. Batom, lápis e máscara de cílios eu tenho um monte, mas não posso usar.

Você acaba se desmotivando a cuidar de si própria, a cuidar do que você gostava. Antes de eu entrar no hospital, eu tinha qualquer shampoo ou creme que eu quisesse, entrava no mercado e não tinha dó de pagar. Hoje eu já penso diferente. E aí você vai deixando e tem uma hora em que o que vira rotina é você não fazer nada.”

 

A hora da transformação

Depois de contar toda a sua história para a gente, Carla seguiu para o são do hairstylist e embaixador de TRESemmé Eron Araújo para uma transformação do visual. A ideia era fazer um visual que fosse a cara da profissional e que ressaltasse o que ela tem de melhor. “Fiz o que eu faço normalmente, eu ouço muito bem a pessoa, eu pergunto tudo sobre o cabelo dela, sobre o cotidiano dela em relação ao cabelo. Ali eu fui trocando uma ideia com ela. Tenho muitos clientes que são profissionais da saúde, mas conversar com a Carla e entender todo o dia a dia dela foi muito um trabalho de troca mesmo”, explica o profissional.

“Então quando eu fui convidado para fazer a transformação, eu pensei: nossa, que oportunidade de cuidar de alguém, de presentear uma pessoa que tá na linha de frente. Fiquei muito feliz”, conta.

Com a troca de ideias, os dois decidiram manter o cabelo longo, mas fazer um corte que desse mais movimento e volume para os fios. Para a coloração, o objetivo foi tirar o amarelado do loiro da Carla. É possível fazer a manutenção do tom em casa também, usando a dupla de shampoo e condicionador TRESemmé Ultra Violeta Matizador, que deixa o loiro saudável e evita que fique amarelo.

Depois de algumas horas de transformação no cabelo, maquiagem, unhas e tudo o que a biomédica tinha direito, um tempo para cuidar dela mesma, o resultado foi surpreendente. “Nossa, que diferente! Nem parece eu!”, disse a profissional quando viu o seu visual pronto.

E esse dia tão especial também vai ficar marcado na memória do hairstylist. “Foi um enorme prazer poder cuidar de alguém que cuida das outras pessoas, que lida com a vida. Acho que meu papel é de embelezar as pessoas, de trazer a autoestima de volta. Então foi muito gratificante não só fazer a transformação como conversar com ela, ouvir toda a experiência, o quanto ela se dedica, o quanto ela se emociona e o quanto ela coloca de dedicação para cuidar das pessoas. Foi incrível”, descreveu Eron.

Quer ver como foi esse dia e o resultado final? Assista ao vídeo!

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