A rotina de cuidados de quem está na linha de frente da pandemia

Quatro mulheres de diferentes áreas profissionais contam como readaptaram seus cuidados com cabelos, pele e higiene no geral para encarar o dia a dia lá fora com máxima proteção

Se existe algo que ninguém pode questionar é o quanto o novo coronavírus mudou nossa forma de viver e se relacionar com tudo ao redor. Os efeitos da pandemia podem ser percebidos, inclusive, na rotina de beleza e cuidados com os cabelos e pele. E se quem teve a oportunidade de trabalhar em casa já notou isso só em dar aquele pulinho no mercado, imagine as profissionais que estão na linha de frente e precisam se expor, todos os dias, para oferecer serviços essenciais e fazer a roda girar.

Para sentirem-se mais protegidas, estas mulheres, que ocupam diferentes espaços no mercado de trabalho, reforçaram suas medidas de higiene e criaram meios para continuarem a cuidar de si mesmas com segurança.  A seguir, quatro heroínas compartilham as mudanças em suas rotinas de beleza na pandemia.

À vocês, nosso total reconhecimento e gratidão pelas batalhas vencidas diariamente.

Anne Barbosa, repórter de TV

“No começo da pandemia, tivemos menos entrevistas presenciais que o normal na emissora em que trabalho. Fizemos muitas por videoconferências, embora ainda utilizássemos o espaço da redação. Então dividíamos computadores e salas de reunião, por exemplo. Além disso, algumas vezes era inevitável e tínhamos que visitar hospitais e espaços com muita gente. Como eu encostava em muitos objetos, uma das preocupações que passei a ter é em relação a mexer no cabelo.

Eu ficava com muito receio de que, se eu passasse a mão contaminada nos meus fios, poderia carregar comigo esse vírus e transmitir até para as pessoas com quem moro. Logo eu, que sempre fui acostumada a arrumá-lo a todo momento (tenho franja, inclusive), principalmente por trabalhar com vídeo, tive que abandonar esse hábito.

Com isso, a limpeza se intensificou em todos os pontos do corpo. Passei a limpar mais meu rosto e lavar meu cabelo mais vezes na semana. É um pequeno conforto que torna a rotina mais leve – já lidamos com notícias tristes o tempo todo, né?

Em relação à pele, passei a me maquiar somente na área do olhos. Deixei de passar batom, base, pó… Na TV, os olhos se tornaram as nossas bocas, e nossas expressões precisavam ser mais enfatizadas neles. Com o uso obrigatório da máscara, inclusive, tivemos que nos adaptar e aprender a falar de uma forma clara, que as pessoas nos entendessem, com um objeto tampando nossa boca”.

Repórter de TV Anne Barbosa em programa da CNN
Foto: Reprodução | Instagram @annebarbsoa

 

Lilian Nogueira, médica anestesiologista

“Como minha pele mancha com bastante facilidade, não fico sem protetor solar. No entanto, tenho evitado usar as versões com cor, pois elas sujam a máscara que uso no centro cirúrgico – usamos o modelo N95 por uma semana. Logo, de modo geral, tenho usado menos maquiagem – batom, inclusive. Agora, sempre que possível, passo uma máscara de cílios em vez de colorir os lábios.

Por ficar o dia inteiro com a máscara, notei o surgimento de espinhas na região do rosto, que fica abafada pelo acessório. Quando comecei a lavá-lo com sabonete antibacteriano, senti melhora no quadro. Mas, além disso, meu rosto fica ferido às vezes. Então eu coloco uma fita microporosa na região para proteger, passo uma pomada e torço para não manchar!

Os cuidados reforçados também se estendem aos cabelos: tenho lavado com mais frequência, principalmente quando chego de hospitais com quadros mais críticos. Em tempos de pandemia, também acabei cortando o cabelo, o que deixou minha rotina bem mais prática. Antes, ele vivia preso e marcado, e agora é só colocar a touca do centro cirúrgico que ela segura os fios, não preciso mais amarrá-los”.

Médica anestesiologista Lilian Nogueira durante expediente
Foto: Arquivo pessoal

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Monique Menezes, comissária de bordo

“Como o meu cabelo é curto, acima do ombro, eu poderia deixá-lo solto durante os voos pelas regras da companhia aérea em que trabalho. Mas, com a pandemia, passei a estilizá-lo em um meio rabo de cavalo, em que metade dos fios ficam presos.

Mesmo quando estou de folga, prefiro deixar meu cabelo mais escondido – gosto bastante de usar lenços. Recentemente, comprei aquelas rosquinhas para começar a fazer mais coques também. Meu cabelo é curto e não consigo fazer muitas coisas nele, mas estou tentando!

E ainda que eu mantenha ele preso, passei a lavá-lo muito mais do que antes, mesmo que eu não goste de fazer isso todos os dias, por conta da química no meu cabelo. E também não importa se eu tenha feito escova no mesmo dia, viu? Fico muito tempo dentro do avião, às vezes fazemos três etapas seguidas, e me sinto mais segura dessa forma.

Outro ponto é que minhas unhas, que eram compridas, estão bem mais curtas para manterem-se bem limpas. Uso bem menos batom e muito mais manteiga de cacau, porque tenho lavado mais o rosto e acredito que isso contribua para o ressecamento dessa região também. E, claro, também tenho usado mais hidratante facial.

Por mais que os hotéis em que passo meus pernoites ofereçam aquele kit com shampoo e afins, prefiro carregar meu próprio nécessaire e uso muito sabonete antibacteriano, principalmente líquido.

Ao chegar em qualquer destino (inclusive na minha casa), deixo na porta meus sapatos e os desinfeto. Também faço isso com a mala inteira de viagem! Lá em casa, devo ter uns cinco vidrinhos de álcool em gel espalhados pelos cômodos. Dentro da minha bolsa, devo ter mais uns quatro! Como uso muito, compenso com bastante creme de mãos para não ficarem ásperas”.

Monique Menezes, comissária de bordo, usa máscara para trabalhar
Foto: Arquivo pessoal

 

Suhélen Otero, bancária

“Uso transporte público todos os dias e, por isso, comecei a usar meu cabelo mais preso. Acho mais prático e me sinto mais segura por ele não ficar tão exposto como se estivesse solto.

Assim que chego em casa, já vou direto tomar banho – agora, sinto a necessidade de lavar os fios todos os dias – antes, só em dias alternados. Justamente por usar penteados mais presos, como rabos de cavalo, senti que meu cabelo ficou quebradiço e, por isso, reforcei minha rotina de hidratações em casa.

O fato de lidar com dinheiro o tempo todo, além de ter bastante contato com o público e papeladas, exige que eu passe muito álcool em gel nas mãos – o que acabou resultando em ressecamento, que tento combater passando bastante creme nas mãos.

Mas não é apenas essa região que senti ressecada. A agência em que trabalho é muito fechada e o ar-condicionador precisa ficar obrigatoriamente ligado o dia inteiro. E isso refletiu na saúde da minha pele, que também ficou ressecada. Não hesitei em mergulhar meu rosto num pote de hidratante e, meus lábios, cuido com protetor labial. A água termal também passou a fazer parte da minha rotina de beleza na pandemia.

E veja só: à noite, passei a tomar mais água, pois usar a máscara o dia inteiro começou a me dar mais sede, pelo fato de inalar meu próprio ar por muitas horas no expediente”.

Bancária Suhélen Otero usa máscara para ir trabalhar
Foto: Arquivo pessoal

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