Micose no couro cabeludo: da causa à cura

Veja conselhos de uma especialista sobre como prevenir e tratar o problema, que é mais comum no verão. 

“Praia, piscina, areia e um universo de contatos, além da umidade favorecem e muito o aparecimento da micose no couro cabeludo.” As palavras da dermatologista Bel Takemoto servem de alerta para quem quer usufruir as delícias da estação mais quente de ano, mas sem abrir mão de preservar a saúde.

Para evitar o contágio ou contornar o problema, dividimos dicas da especialista para você aproveitar o verão de um modo seguro. A época preferida de descanso para os brasileiros é também a mais propícia à micose no couro cabeludo. Por isso, é importante se informar.

Micose no couro cabeludo: contágio

Cena comum em  todas as turmas: alguém esquece de levar o pente para a praia e só percebe isso depois de sair do mar, com os fios bem bagunçados. O natural, nesse caso, é outra pessoa emprestar o seu. Um gesto inofensivo (e generoso) pode estar por trás do aparecimento da micose no couro cabeludo. 

Portanto, uma dica importante é cuidar das ferramentas e acessórios que tocam o couro cabeludo como o que são: objetos pessoais, apenas para seu próprio uso. Não os compartilhe com ninguém. Caso sinta vergonha de dizer “não” a uma amiga (o que pode causar uma saia-justa, mesmo), o jeito é não usar de novo, até que possa ser higienizado.  Use sabão, água corrente e álcool para limpar pentes ou escovas.

Pode parecer exagero? Não se você já teve micose no couro cabeludo. Entre queda dos fios, coceira, ardência e descamação, o desconforto causado é duplo. Tanto pela sensação de queimação junto à raiz do cabelo, quanto pelo visual, que fica comprometido, com cascas brancas presas aos fios ou caídas sobre os ombros, semelhantes à caspa.

À beira do mar ou da piscina, os cabelos molhados e suados a um só tempo são ambiente ideal para as micoses no couro cabeludo. Outra forma de evitá-las é deixar o cabelo livre para ventilar, até que fique seco. “Cabelos úmidos devem ficar o menor tempo preso. Tome cuidado com acessórios que retenham umidade, como os bonés”, esclarece a médica.

Tipos de micose no couro cabeludo

As micoses superficiais de couro cabeludo são as “tinhas de couro cabeludo” ou tinea capitis e podem ter diferentes apresentações clínicas, como por exemplo: a microspórica (lesão única), tricofítica (várias lesões), Quériun ou Kériom que há  intensa inflamação e a favosa (as lesões  lembram favos).

A dermatologista Bel Takemoto explica que os sintomas podem variar. Dos mais leves aos severos, temos: “Coceira, descamação, vermelhidão e até crostas no couro cabeludo. Alguns fios podem apresentar tonsura — como se tivessem sido cortados”, alerta.

Como tratar a micose no couro cabeludo

O primeiro passo é consultar o dermatologista que irá examinar clinicamente e pedir complementação laboratorial para a identificação do possível fungo, seja via mitológico e cultura. Exames com uma lâmpada especial podem auxiliar em determinados casos. O tratamento é prescrito conforme os achados clínicos e laboratoriais.

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