Izzy Cerullo, do rugby, fala sobre relação com os fios, doação de cabelo e mais

Em homenagem ao Dia do Atleta e Dia do Esportista, celebrados em 10 e 19 de fevereiro, respectivamente, o All Things Hair convidou a jogadora de rugby da seleção brasileira para dividir um pedacinho de sua história com a gente e contar como cuida dos seus fios no dia a dia. Confira!

Isadora Cerullo, mais conhecida como Izzy, de 29 anos, é jogadora da seleção brasileira de rugby (vai, Yaras!) e um dos grandes destaques da modalidade. Com uma simpatia ímpar e valores essenciais para os tempos em que vivemos, a atleta conversou com a gente para compartilhar sobre sua relação e cuidados com os próprios cabelos – o que ela nunca imaginou que um dia faria – e, segundo a própria, adorou! Ela também reviver alguns momentos-chave de sua carreira. Bora começar a celebração do Dia do Atleta com essa entrevista especial?

*Essa entrevista faz parte de uma série de reportagens em homenagem ao Dia do Atleta e Dia do Esportista, celebrados em 10 e 19 de fevereiro. O All Things Hair conversou com seis atletas profissionais que compartilharam suas trajetórias, desafios no esporte, sua relação com os cabelos e de que forma ele influencia na autoconfiança, na personalidade e até no desempenho dos esportistas.

ATH: É verdade que, no passado, você teve uma relação com a Medicina? Como foi a transição para o rugby?

IC: Apesar de não ser médica, cheguei a prestar (e passar) o equivalente do vestibular em Medicina nos EUA, que é uma pós-graduação. Antes disso, trabalhei como socorrista durante a faculdade, onde me formei em biologia e direitos humanos.

A transição pro rugby e para ser atleta profissional foi intenso, mas até que foi bem rápido. Minha vivência no esporte até então foi de clube e uma seleção regional, então tive que me adaptar às demandas físicas disso se tornar meu trabalho e ter que chegar no meu limite quase todo dia.

Uma curiosidade é que eu enxergo muitos paralelos com o trabalho de pesquisa que fazia antes de ser atleta: exige muito foco nos detalhes, uma entrega ao processo, muita repetição, muitas tentativas e erros até chegar no resultado desejado. Sempre me considerei uma pessoa disciplinada, determinada e com uma boa ética de trabalho, então acabei levando tudo isso pra esse ofício de atleta.

ATH: Qual foi o melhor momento da sua carreira até hoje?

IC: São tantos momentos incríveis e inesquecíveis que fica difícil escolher só um! Mas dois bem marcantes foram jogar nos Jogos Olímpicos no Rio, com uma torcida de casa e minha família assistindo no estádio, e ganhar Hong Kong 7s em 2019, fazendo com que o Brasil entrasse como time fixo no circuito mundial (as melhores 12 equipes do mundo).

ATH: Para você, quais tipos de incentivo faltam para o esporte se tornar um ambiente mais acolhedor e inclusivo?

IC: Precisamos que cada pessoa nos ambientes esportivos promovam a diversidade. O esporte é feito de pessoas, culturas esportivas acabam refletindo muito da cultura da sociedade.

Então a linguagem que usamos é importante, assim como as atitudes que decidimos adotar (ou não). Uma coisa muito legal no rugby é que existem cinco valores do esporte: respeito, disciplina, integridade, solidariedade e paixão.

Esses valores se aplicam a cada pessoa que faz parte do rugby (jogadores, técnicos, oficiais de jogo e até espectadores), então existe essa responsabilidade individual de agir de acordo com eles.

Isadora Cerullo com suas parceiras da seleção brasileira de rugby
Foto: Reprodução | Instagram @izzycerullo

ATH: Quais foram as maiores emoções dos Jogos Olímpicos de 2016 – incluindo ser pedida em casamento em pleno campo?

IC: Jogar nos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi a realização de um sonho! Mesmo que relativamente “cedo” na minha carreira de alto rendimento (só dois anos depois que me mudei pro Brasil e entrei na seleção feminina), eu tinha aberto mão de muita coisa em nome desse sonho e foi muito emocionante perceber que cheguei lá.

Foi uma honra imensa representar o Brasil naquele momento e sentir todo o apoio da minha família. Foi meio surreal morar na Vila Olímpica, mas tentei aproveitar cada momento.

Ser pedida em casamento também foi muito especial. Eu e a Marjorie já tínhamos conversado sobre continuar nossa jornada juntas depois dos Jogos – nos conhecemos quando eu embarquei nesse sonho, foi o que fez nossos caminhos se cruzarem.

Então a Marj decidiu fazer aquela surpresa linda e mostrar que não ia ser um fim, mas um novo começo. Compartilhar esse momento com nossa família do esporte foi tão único! Nunca imaginamos que iria virar notícia internacional, mas temos muito orgulho do nosso amor e ficamos muito felizes com todo o apoio que recebemos.

Isadora Cerullo e sua esposa Marjorie em pedido de casamento que aconteceu em campo, nos Jogos Olímpicos de 2016
Foto: Reprodução | Instagram @izzycerullo

ATH: Qual é o seu conselho para mulheres que estão na luta para entrar no mundo de esportes que infelizmente ainda são predominados pelos homens?

IC: Infelizmente, ainda existem muitas barreiras para as meninas e mulheres que querem entrar ou permanecer no mundo de esportes, como o machismo, a misoginia, os padrões estéticos e estereótipos de gênero e feminilidade.

Porém, o esporte traz tantos benefícios pra nossa vida que vale muito a pena investir nisso. Digo para essas meninas e mulheres: acreditem em si e corram atrás daquilo que vocês querem. Somos fortes e resilientes, e o esporte é coisa de menina, sim!

ATH: Seus cabelos precisam sempre estar presos durante os jogos. Você sente que isso prejudica a saúde dos seus fios de alguma forma, tanto pelo fato de estar preso quanto pelo suor? Como você cuida deles no dia a dia para mantê-los saudáveis?

IC: De fato, meu cabelo fica preso bastante tempo, suo bastante e também fico no sol por várias horas todo dia por conta dos treinos e jogos! Com tudo isso, é preciso usar um shampoo que limpe bem meu couro cabeludo e tire a oleosidade do meu cabelo.

Gosto também de usar um condicionador que hidrata bem meu cabelo e até tento fazer uma hidratação pelo menos uma vez por mês. Apesar do suor, não lavo o cabelo todo dia para manter uma oleosidade saudável da própria cabeça.

E, não menos importante, a saúde do meu cabelo também está ligada à minha alimentação e nutrição, então mantenho uma dieta bem equilibrada e saudável pra cuidar de todo aspecto do corpo.

ATH: Vimos no seu Instagram que você cortou seus cabelos longos e aderiu um corte mais curto! O que te levou a essa decisão? Está gostando do novo comprimento?

IC: Isso, eu cortei uns 35 cm para doar. Já e a quinta vez que faço isso (fiz pela primeira vez quando tinha 16 anos) porque meu cabelo cresce bem rápido e não sou tão apegada a um comprimento específico. Normalmente leva dois anos pra crescer tudo no comprimento certo pra doar. Estou adorando meu cabelo curto de novo! Uso bem menos shampoo condicionador e até uso ele mais solto agora.

Isadora Cerullo, jogadora de rugby, segura as mechas de cabelo que cortou para doar
Foto: Reprodução | Instagram @izzycerullo

ATH: Qual é a sua relação com seu cabelo?

IC: Gosto bastante do meu cabelo, mas confesso que nem sempre tive essa relação tão tranquila com ele. Tenho muito cabelo, é volumoso e uma textura mista, meio ondulado e cacheado, mas não muito uniforme.

Então, por vários anos, fazia chapinha ou usava muito produto pra segurar os cachos, e todo esse trabalho, em cima da pressão para me encaixar em padrões estéticos estereotipados, me incomodava.

Quando me tornei atleta profissional, passei a enxergar meu cabelo como algo que atrapalhava (por soltar em momentos inconvenientes etc). Mas em 2015, decidi adotar um corte mais ousado, raspei a metade de baixo e meu cabelo passou a ser uma parte bem legal da minha identidade!

Eu tenho orgulho do meu cabelo, gosto como ele fica queimado do sol por conta dos treinos e adoro o momento do jogo quando eu e várias do time usamos tranças (por conveniência e também como uma parte do nosso manto de guerra!).

ATH: Como você gosta de usá-lo no dia a dia? Tem algum estilo de penteado preferido ou truque com os fios que não abre mão?

IC: No dia a dia, acabo prendendo num rabo de cavalo (ou um coque quando está mais longo). Agora que está mais curto, estou curtindo voltar a usá-lo solto fora dos treinos. Meu truque maior é aceitar meu cabelo do jeito que é e também aceitar que ele vai ser um pouco rebelde durante os treinos (risos).

Isadora Cerullo, jogadora de rugby, usa coque no cabelo e segura seu cachorro no colo
Foto: Reprodução | Instagram @izzycerullo

Sugestão de produtos

Se, assim como a Izzy, você pratica esportes no dia a dia, experimente lavar os fios com o Shampoo Anticaspa Clear Sports Women Limpeza Hidratante. O produto elimina a oleosidade do cabelo e combate a caspa enquanto hidrata profundamente o couro cabeludo e os fios – além de proporcionar aquela sensação de frescor deliciosa durante e após o banho!

Também vale eleger um bom condicionador para habitar o seu box: o Condicionador Clear Hidratação Intensa ativa a proteção natural do couro cabeludo e hidrata e nutre para garantir brilho e maciez por mais tempo.

Fazer um tratamento mais potente, como a atleta faz suas hidratações, também é essencial. A Máscara de Tratamento Seda Boom Hidrata tem mel e óleo de babosa na fórmula para hidratar profundamente sem pesar e amenizar o frizz.

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