Duda Miccuci: “Quando comecei a amar o meu cabelo, fiquei mais confiante”

Para a nossa série em comemoração ao Dia do Atleta, a profissional do nado artístico, de 25 anos, conta todos os cuidados que tem com os fios, como aceitar os cachos afetou a sua autoestima e a emoção de participar dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016.

Grande parte das pessoas já deve ter parado para imaginar como o cabelo das atletas de nado artístico ficam intactos mesmo depois de toda aquela sequência de movimentos e acrobacias durante as apresentações. E o segredo está em um ingrediente que todo mundo conhece e provavelmente tem em casa.

Conversamos sobre isso e também sobre cuidados com o cabelo, autoestima e a rotina agitada de uma atleta do nado, uma das representantes do Brasil nas Olimpíadas de 2016, Duda Miccuci.

ATH – O nado artístico não é um esporte muito popular no Brasil. Como você começou a praticá-lo até se tornar profissional?

Duda Miccuci – Quando eu era mais nova, pratiquei vários esportes. Vôlei de praia, futebol, natação, balé, patinação… e como meu pai é militar, a gente sempre mudou muito de cidade. Estava morando em João Pessoa, na Paraíba, e descobri que tinha nado artístico (na época nado sincronizado) no clube perto da minha casa e quis começar. Foi amor à primeira vista! Logo depois nos mudamos para o Rio, mas eu quis continuar no nado e descobri um talento e uma paixão pelo esporte.

duda miccuci segurando medalhas quando era criança
Foto: reprodução | Instagram @dudamiccuci

As coisas aconteceram bem rápido pra mim, na verdade. Eu sempre me dediquei muito e corri atrás dos meus sonhos. Depois de 2 anos fazendo nado, eu fiz minha primeira seletiva na categoria juvenil e entrei. Acabei sendo cortada, mas isso me deu muita força para continuar e não desistir. No ano seguinte entrei novamente para a seleção nas categorias de base e a partir daí não parei mais. Com 16 anos já estava na categoria sênior, começando a treinar com a equipe olímpica.

ATH – O que você mais gosta em ser uma atleta do nado artístico?

É difícil falar o que eu mais gosto no nado. O nado é um esporte muito completo! Ele envolve tanto a força quanto a leveza. Então além de ser muito bonito de se ver (na minha opinião), você também consegue se expressar através das coreografias. Tudo isso na água, o que torna o esporte desafiador! O que eu mais gosto do nado é a fase de criar coreografias (que a gente vai sempre mudando e adaptando ao longo do ano), e depois mostrá-las na competição.

ATH – Quando a gente assiste competições sempre vê o cabelo das atletas impecável, sem nenhum fio fora do lugar mesmo com coreografias intensar e até acrobacias. Qual é o truque pros fios nunca saírem do lugar?

DM – A gente faz um coque para competir. É a parte que a maioria das atletas não gosta muito de fazer porque o penteado tem que ser muito apertado, já que com o movimento da água e o contato com as outras atletas, pode afrouxar e se desfazer. Além disso, a gente passa gelatina (sim! Aquela que compra em supermercado) para não deixar nenhum fio se soltar. Como o gel sai quando entramos na água, tem que passar gelatina no cabelo. Quando o produto seca, forma tipo um capacete na nossa cabeça e com isso não cai nenhum fio de cabelo no rosto. O ruim é para tirar porque são horas na água quente depois para derreter a gelatina toda.

atleta duda miccuci sorrindo com cabelos presos
Foto: reprodução | Instagram @dudamiccuci

ATH – Como você fica muito na piscina, provavelmente seus fios ficam um pouco prejudicados também por causa do cloro da água. Você sente isso? Tem uma rotina de cuidados com os fios?

DM – A piscina estraga bastante o cabelo. A gente fica pelo menos de 4 a 6 horas por dia com ele no cloro com uma touca de silicone. Perto de competições isso aumenta para 8 horas por dia, de segunda a sábado.

O que eu faço para tentar diminuir um pouco esses danos é hidratação (muitas vezes caseira) toda semana. Lavo com água corrente assim que saio da água para tirar o cloro e passo um pouco de óleo nele antes de cair na piscina. Uma coisa que atrapalha é que eu, por exemplo, passo creme no meu cabelo por causa dos cachos, mas entrar na piscina com o produto faz a touca escorregar o treino inteiro. Então, antes de treinar, tenho que tirar bem o creme da cabeça.

mulher com cabelo solto cacheado sorrindo
Foto: reprodução | Instagram @dudamiccuci

Quando não estou treinando, costumo deixar ele sempre solto, porque já é tanto tempo preso que a gente sente falta. E evito lavar nos dias que não treino, para ele dar uma “respirada”. Só que eu gosto muito de ir na praia também. Então durante a semana é cloro, e fim de semana é sal. Então os cuidados são os mesmos.

ATH – Além dos cuidados, como é a sua relação pessoal com o cabelo?

DM – Minha relação com o cabelo já mudou muito ao longo da vida. Eu tinha um cabelo muito liso e depois, com a puberdade e com a piscina todo dia, ele começou a cachear. Por muitos anos eu não gostei dele e ficava muito de rabo de cavalo para abaixar o volume. Me sentia feia.

Mas hoje em dia eu amo meu cabelo! Não consigo mais me ver sem meus cachos e fui aprendendo a entender como eu prefiro que ele fique.

ATH – Depois que você aprendeu a amar os seus cachos, qual se tornou a importância do seu cabelo na sua autoestima?

DM – Eu acho que o cabelo é um importante fator na autoestima da mulher. Várias vezes atribuímos nosso humor e segurança a ele. Quando acordo e falo “nossa, meu cabelo não acordou bem hoje”, provavelmente vou passar o dia me sentindo insegura. Mas, atualmente, isso tem acontecido bem pouco.

Acho que quando a gente aprende a se amar do jeito que é e se aceitar, nada coloca a gente a gente para baixo. Quando comecei a amar meu cabelo e aprendi como ele é, o que posso colocar ou não nele no dia-a-dia, eu passei a me achar mais bonita, fiquei mais confiante. E a partir daí a autoestima melhora muito. Acredito que é visível não só para a gente, mas também para os outros. Inclusive, percebendo isso no último ano, decidi doar meu cabelo pela primeira vez. Confesso que estava com medo no início, nunca tive cabelo curto, mas na hora que você corta e sabe que vai estar ajudando na autoestima de outras mulheres, isso é uma sensação inexplicável! Já estou deixando crescer de novo para poder doar novamente.

ATH – Depois de conhecer o mundo competindo e participar de jogos olímpicos, o que você ainda sonha em conquistar com a sua profissão?

DM – Eu conquistei o grande objetivo na minha carreira de atleta, que foi poder representar meu país em uma Olimpíada. Hoje meu foco está voltado em terminar a faculdade e começar outros desafios na minha vida.

Esse ano minha relação com as Olímpiadas está um pouco diferente em relação à última. Em 2016 eu conquistei o grande objetivo na minha carreira de atleta, que foi poder representar meu país em uma Olimpíada. Hoje meu foco está voltado em terminar a faculdade e começar outros desafios na minha vida.

duda miccuci se apresentando nas olimpíadas do rio de janeiro
Duda competindo nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016 | Foto: reprodução | Instagram @dudamiccuci

Agora é a minha irmã quem está no dueto que vai brigar por uma vaga para Tóquio 2020/2021. Eu tenho um orgulho imenso de acompanhar os passos dela e vou estar na arquibancada – se a situação com a pandemia estiver melhor – torcendo muito!

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