Você cuida do seu couro cabeludo? É preciso ter cuidado com essas doenças

Um couro cabeludo saudável é sinônimo de fios mais fortes.

Quem acompanha All Things Hair sabe da importância que damos para os cuidados dos fios. Mas, uma coisa que é preciso ter sempre em mente é que de nada adianta investir em hidratações e outros tratamentos capilares se o couro cabeludo não estiver saudável. Você conhece, por exemplo, todas as doenças do couro cabeludo?

O couro cabeludo é uma extensão da pele e como qualquer parte do corpo, pode ser acometido por diferentes doenças. As principais delas vamos te apresentar agora:

modelo de cabelo loiro com ondas leves para doenças do couro cabeludo
Coceira no couro cabeludo é um dos sinais de que ele não está saudável

Dermatite seborreica

Provavelmente, essa é a enfermidade do couro cabeludo mais conhecida e comum. A famosa – e incômoda – caspa é motivo de constrangimento para muitas pessoas. Mas de nada ela tem a ver com higiene, viu?

A dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff explica que essa doença tem fatores relacionados como a alteração na produção de sebo pelas glândulas sebáceas e resposta inflamatória local desregulada. “A dermatite seborreica tem predisposição genética e piora muito com ansiedade e estresse. Por esse motivo, o paciente pode apresentar crises piores durante períodos de estresse”.

Além de descamar, o couro cabeludo ainda pode ficar avermelhado e coçar.

O tratamento para a dermatite é feito com o uso de shampoos específicos indicados pelo médico 3 a 4 vezes por semana. Dra. Paola recomenda que, após a crise, o shampoo passe a ser utilizado 1 vez por semana para prevenção e manutenção.

Alopecia

Uma das doenças capilares mais temidas, a alopecia tem como principal consequência a queda de cabelo além do normal. É preciso reforçar isso porque realmente é normal os fios caírem diariamente e isso faz parte do ciclo natural. No entanto, para cada um que morre, um novo deve nascer.

Quando essa queda ocorre de forma desordenada ou patológica, e mais fios morrem e caem do que nascem, acontece a calvície ou perda de cabelos.

A dermatologista e tricologista Kédima Nassiff explica que, na temida calvície, os cabelos se tornam cada vez mais finos, principalmente na região da coroa e córtex, ou seja, onde colocaríamos um boné. “Assim, o couro cabeludo se torna aparente e os cabelos ralos. Dependendo da intensidade do problema há falhas importantes. Já na alopecia areata há queda dos fios, formando placas sem cabelo”.

Segundo dra. Paola, existem inúmeras causas de alopecias, sendo a mais comum a genética, que acomete mais homens que mulheres. “É importante examinar e diagnosticar, já que para cada causa existe um tratamento específico”.

Dra. Kédima exemplifica alguns dos vários procedimentos existentes: “A calvície requer associação entre medicamentos orais e loções. Talvez seja uma das doenças com mais novidades em técnicas de tratamento, incluindo o uso de lasers, aplicações injetáveis no couro cabeludo e até o uso de plasma rico em plaquetas, método usado nos EUA”.

Psoríase

Essa é uma doença crônica, não contagiosa, que não tem a causa totalmente esclarecida. Dra. Paola explica que a psoríase está relacionada com a genética, com sistema imunológico e com a resposta inflamatória do organismo. Seu principal sintoma é a presença de placas avermelhadas e descamativas.

Embora não haja cura ou prevenção da psoríase, existem formas de diminuir a manifestação da doença. “É fundamental investir em uma alimentação saudável, evitar tabagismo e bebidas alcoólicas, manter o peso equilibrado e evitar estresse excessivo. Alguns medicamentos novos, os imunobiológicos, têm apresentado grande melhora na qualidade de vida desses pacientes”, diz a dermatologista.

Pediculose

Sabia que o hábito de tirar selfie com as amigas pode provocar uma doença no couro cabeludo muito conhecida das crianças? “A pediculose é causada pelo parasita conhecido como piolho. Hoje em dia, a contaminação ocorre muito mais devido as selfies duplas ou coletivas, já que as pessoas encostam as cabeças para fotografar”.

O tratamento da pediculose é feito com antiparasitário tópico e sistêmico.

Tinha

A micose do couro cabeludo é uma lesão localizada, com placas descamativas e perda dos cabelos nessa região afetada. É mais comum em crianças do que em adultos.

Por ser uma doença no couro cabeludo contagiosa, ela deve ser rapidamente tratada com antifúngicos.

Foliculite

A foliculite é a inflamação de um ou mais folículos no couro cabeludo. A área fica avermelhada, inflamada, e pode apresentar “bolinhas de pus”.

O tratamento, segundo Dra. Kédima, varia dependendo do estágio em que se encontra (mais ou menos avançada). “São prescritas loções tópicas de antibióticos, e, ácido salicílico também pode ser utilizado. Antibióticos via orais são indicados em quadros mais extensos, mais avançados”.

Existe prevenção para doenças do couro cabeludo?

Como alguns desses problemas possuem um cunho genético, eles não podem ser totalmente evitados, mas sim controlados. “De qualquer forma, uma alimentação saudável e a manutenção de um couro cabeludo limpo são capazes de combater a descamação e evitar algumas causas da queda”, diz Dra. Kédima.

A exposição solar (moderada – helioterapia) ajuda a prevenir as crises dessas patologias e facilita a cura muitas vezes.

Importante!

“Toda e qualquer alteração do couro cabeludo deve ser examinada por um dermatologista capacitado para realizar diagnóstico correto e tratamento adequado. Como vocês viram, o mesmo sintoma pode aparecer em diferentes doenças. Portanto, não faça seu autodiagnóstico”, alerta Dra. Paola.

Sugestão de produtos

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