Escova japonesa: especialista responde as principais dúvidas sobre o procedimento

Quer deixar os cabelos lisos, mas não tem certeza se a escova japonesa é a opção ideal? Confira tudo o que você precisa saber antes de recorrer ao procedimento

Quando se fala em escova japonesa, o primeiro pensamento que vem à cabeça é aquele cabelo lisinho, lisinho, típico das orientais. A ideia é essa mesmo! O procedimento químico, feito no salão, altera totalmente a textura dos cabelos – e, associado a um processo térmico, garante um resultado mais duradouro do que um simples alisamento.

Para entender melhor a ação e os benefícios da escova japonesa, conversamos com a hairstylist Nice Cavalcante, do salão Maria Beleza, em São Paulo (SP), que respondeu as dúvidas mais comuns sobre o assunto. Vamos lá?

Como o procedimento é feito?

O ácido usado no tratamento é o til glicólico de amônia. “Ele abre a cutícula (a parte externa dos fios) e reestrutura suas pontes de enxofre e hidrogênio, que são os componentes da estrutura do fio”, afirma Nice. Isso deixa o fio maleável para ser moldado em um novo formato. Depois de espalhar a loção à base dessa substância em todas as mechas, o profissional vai aquecer o cabelo com acessórios térmicos por cerca de uma hora e meia. Isso vai amolecer as fibras. Em seguida, é feito um enxágue para retirar o produto. Úmidos, os fios começam a ser alisados. “O ideal é iniciar o processo pela nunca com chapinha ou lâmina térmica”, indica a cabeleireira.

Depois de alisado em toda a extensão, o cabelo recebe uma loção neutralizante para interromper o processo químico. O produto age por 20 minutos, antes de ser novamente enxaguado. No final, é possível deixar os fios secarem naturalmente ou fazer uma escova básica. O processo todo leva de sete a dez horas para ficar pronto e custa, em média, de R$ 200 a R$ 400, dependendo do comprimento dos cabelos.

A escova japonesa pode ser feita nos cabelos crespos?

Pode, sim. Só tenha em mente que seus cachos serão totalmente eliminados e que você terá de esperar os fios crescerem para voltar à textura natural. “A escova elimina os cachos e ameniza os fios rebeldes”, diz Nice.

Mulher com cabelo crespo e black power passa a mão nos fios
A escova japonesa pode, sim, ser feita em cabelos crespos

Quais cuidados que devo tomar antes de fazer o procedimento?

Antes de se submeter a esse procedimento, é preciso verificar o estado em que se encontram os cabelos e os processos realizados neles anteriormente. “Os cabelos não podem ter passado por processos químicos, como alisamentos, reflexos ou tintura. Se os fios estiverem sensibilizados, é necessário passar por um tratamento antes de fazer a escova japonesa”, conta a especialista.

Quais são os cuidados pós-escova japonesa?

Como todo processo químico, a escova japonesa exige cuidados depois da aplicação. Por isso, se você optou por esse tipo de tratamento, saiba que é necessário caprichar na hidratação. Para Nice Cavalcante, o ideal é pedir ajuda a um profissional, que poderá orientar na escolha do produto. “Os fios devem ser hidratados uma vez por semana para manter a maciez e o brilho”, diz a especialista.

E a escova japonesa dura quanto tempo, afinal? Em cabelos encaracolados ou crespos, permanece nos fios entre quatro e seis meses, antes de precisar de um retoque. Depois desse tempo, a raiz já começa a aparecer em uma textura diferente e é preciso voltar ao salão para refazer o tratamento.

Sugestão de produtos

Para manter os fios bem hidratados no dia a dia, a linha Hidratação Profunda de TRESemmé é uma boa opção. O shampoo é ideal para quem sente o cabelo levemente áspero e sem movimento, uma vez que o produto retira a rigidez sem pesar.

Já o condicionador, com extratos de pantenol e aloe vera, entrega um boost de hidratação e maciez, controlando o frizz. A máscara de tratamento completa o ritual, proporcionando uma injeção de maleabilidade, sedosidade e brilho.

(Artigo publicado originalmente em MeuCrespo.com.br)