Movember, nosso Novembro Azul: o que é o movimento e por que prestar atenção nele

O mês de conscientização do câncer de próstata joga luz em diferentes aspectos da saúde masculina que merecem ser discutidos. Entenda a força por trás das campanhas de Movember e Novembro Azul e por que você deveria usar esse período para refletir sobre como você tem se cuidado até agora

Depois do Outubro Rosa, campanha mundial que conscientiza a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico do câncer de mama, o Novembro Azul chega, mais uma vez, com um sinal de alerta para a saúde masculina no combate ao câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens: só para 2020, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima 65.840 novos casos no Brasil.

Quando descoberta precocemente, há 90% de chances de cura da doença. No entanto, devido a uma série de preconceitos, ainda existe muita resistência dos homens em fazer um dos principais exames preventivos, o toque retal.

E é para desmistificar esses tabus e, mais do que isso, promover o autocuidado masculino, que as ações de conscientização entram com força total neste mês, tanto o Movember, celebrado lá fora, quanto o Novembro Azul, como é conhecido aqui em terras brasileiras.

Tudo começou em 2003 lá na Austrália, quando dois amigos, Travis Garone e Luke Slattery, se reuniram para tomar uma cerveja num bar em Melbourne. Entre um copo e outro, discutiam o fato de que o bigode havia caído em desuso. Será que conseguiriam trazê-lo de volta às tendências?

Inspirados pela mãe de um amigo que arrecadava fundos para o combate ao câncer de mama, resolveram fazer o mesmo com o câncer de próstata. Eles convenceram seus colegas próximos a deixarem o bigode crescer e recolhiam 10 dólares de cada pessoa que fazia isso para apoiar instituições que apoiavam a causa. O desafio também foi aceito por outros 30 caras superentusiasmados com a ideia.

Logo eles começaram a perceber que o bigode atraía a curiosidade das pessoas, que queriam saber o motivo daquilo tudo – a deixa perfeita para eles introduzirem na roda assuntos como saúde masculina.

Em 2004, a ideia foi para outro patamar e surgiu a Movember Foundation (uma junção das palavras “moustache” e “november” – bigode e novembro, em português), que hoje está presente em 21 países e já arrecadou mais de 730 milhões de dólares australianos para financiar mais de 1000 programas de saúde masculina, segundo dados do próprio site do Movember.

Além do câncer de próstata, o movimento se expandiu e hoje também leva para a mesa outras questões relevantes da saúde masculina, como câncer testicular, saúde mental e sedentarismo. Para reforçar a conscientização desses temas, deixar o bigode crescer durante o mês de novembro se tornou tradição para muitos homens do mundo inteiro que aderem à causa.

Foto de bombeiros que deixaram o bigode crescer para celebrar o Movember, nosso Novembro Azul
Foto: Reprodução | Movember

O Novembro Azul no Brasil

Por aqui, toda essa movimentação teve início em 2008, quando o Instituto Lado a Lado pela Vida investiu na iniciativa de promover a mudança de comportamento masculino em relação à sua saúde. Em 2011, a organização lançou a campanha Novembro Azul no país, inspirada no Movember, para conscientizar os homens da importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Todos os anos, durante o mês de novembro, rolam diversas ações e eventos para reforçar a importância da causa – você já deve ter se deparado, por exemplo, com algum prédio ou monumento da cidade iluminado com a cor azul, não é mesmo?

Médico conversa com paciente durante ação do Novembro Azul
Foto: Reprodução | Instituto Lado a Lado pela Vida

Por que é tão importante falarmos sobre esse movimento?

O Movember e Novembro Azul são campanhas de conscientização que trazem à tona muitos pontos-chave importantes, que vão além do câncer de próstata em si. Por trás dessa doença, existe a construção social da masculinidade, repleta de crenças limitantes e forjada na ideia de que os homens são seres sempre muito fortes, independentes, viris, que não precisam de cuidados, principalmente quando eles partem do outro.

Todos os dias são um convite à desconstrução, mas o mês de novembro, em especial, pode ser um momento propício para repensar o preconceito pelo exame de toque retal, entre tantos outros tabus. É preciso entender que nenhum aspecto que diz respeito à assegurar a saúde é passível de colocar a masculinidade em cheque.

As ações promovidas durante o Novembro Azul são um verdadeiro lembrete para que os homens olhem para si mesmos com mais atenção e parem de negligenciar sua saúde e bem-estar. Está tudo bem em fazer exames preventivos. Também está tudo bem se sentir vulnerável em algum momento da vida e precisar de ajuda psicológica, necessitar de uma pausa ou simplesmente assumir que não dá conta de todas as tarefas.

Ninguém é forte o tempo todo, e o autocuidado é uma das melhores ferramentas que temos para nos conhecermos, para ajudar a nos posicionarmos no mundo e criar caminhos mais saudáveis para se levar a vida.

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Câncer de próstata: não dá pra vacilar com a doença

O câncer de próstata é um tumor maligno que geralmente acomete homens na terceira idade – segundo dados do INCA, 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Mas essa não é uma regra absoluta: é fundamental que, desde cedo, os homens se atentem aos fatores de risco (como histórico familiar da doença, obesidade e raça – a incidência do câncer de próstata é maior em homens negros) e estejam sempre em conversa com seus médicos para identificar quaisquer sinais suspeitos.

Pai e filho com o bigode que é símbolo do Movember, nosso Novembro Azul
Foto: iStock

O câncer de próstata é uma doença silenciosa, que inicialmente não apresenta sintomas, e por isso é importante que homens a partir dos 45 anos (com fatores de risco) ou 50 anos (sem fatores de risco) visitem o urologista para conversar sobre os exames de toque retal e PSA (antígeno prostático específico). Essas são recomendações do próprio Ministério da Saúde, inclusive.

Nos estágios mais avançados, pode ocorrer dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência e até mesmo presença de sangue na urina e/ou no sêmen – complicações que passam a dificultar a cura. Por isso, lembre-se: prevenção e o diagnóstico precoce são as únicas formas de aumentar exponencialmente as chances de sucesso do tratamento.

Cuidar do visual também faz parte do autocuidado

Se você, como tantos homens, está deixando seu bigode crescer neste mês, saiba que é importante cuidar do visual como um todo – considere barba e cabelo – para que o estilo fique harmonioso.

Para isso, não é preciso muito esforço nem tempo. Comece, por exemplo, com a escolha de um bom shampoo para a lavagem. O Shampoo Clear Men Controle e Alívio da Coceira, por exemplo, trata a coceira e irritações, além de ativar a proteção natural do cabelo e eliminar a caspa.

Se os seus fios tiverem comprimento um pouco maior, vale a pena investir em um condicionador para garantir que fiquem sempre hidratados e macios. O Condicionador Bed Head For Men Clean Up possui fórmula hidratante com menta, que recupera o fio dos danos, além de proporcionar uma sensação refrescante, que ajuda a dar um gás pela manhã e revitaliza após aquele dia cansativo.

Para dar aquele tapa no cabelo, indicamos a Pomada Modeladora Bed Head For Men Pure Texture, que tem acabamento natural e permite modelar os fios como desejado.

Veja mais dicas para cuidar da barba e do bigode!

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